Mês da Saúde Mental

28 de maio de 2017

Será que a saúde mental fora algo de relevância a ponto de ganhar destaque para sua conscientização desde sempre? A resposta é não. Inclusive, no Brasil ainda não é oficial como em outros países que o mês de maio é o mês da Conscientização da Saúde Mental.

Fora a partir do século XX, no ano de 1949, que a Comunidade de Saúde Mental da América (MHA) e afiliados promovem campanhas, conteúdos de mídia, eventos e outras coisas, dentro do tema de saúde mental a fim de conscientizar a comunidade atingindo um grande número de pessoas. A ideia deles é transmitir as pessoa que elas deveriam se preocupar com a saúde mental e fazem isso através do mês de maio realizando atividades de conscientização.

E antes mesmo que alguém pergunte o porquê deve se preocupar com o assunto, podemos responder com fatos históricos e não com algo de séculos atrás ou de outro continente, podemos falar do Brasil, especificadamente do holocausto brasileiro. Holocausto? Isso não tem a ver com os nazistas e judeus? Não!

O Hospital Psiquiátrico Colônia em Barbacena - Minas Gerais fundando em 1903 é conhecido por ser o local onde cerca de 60 mil pessoas morreram até o ano de 1980. Deve estar se perguntando como, mas acredite que essas mortes não foram de causa natural. As condições desumanas do lugar chamaram a atenção de jornalistas, fotógrafos e outros que capturaram um pouco da tristeza e opressão que as pessoas que eram internadas ali sentiam. A exclusão social sem a preservação do mínimo de dignidade e o conjunto de fatores extremos que faziam do lugar um símbolo de violência e hipocrisia de uma sociedade intolerante.

Em uma frase do livro da Daniela Arbex que leva o nome de Holocausto Brasileiro, ela traz um dado estatístico importante para a síntese de tamanha relevância que devemos considerar que a causa tem: "Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoolistas, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava, gente que se tornara incômoda para alguém com mais poder". 

A luta para a conscientização da saúde mental é tão recente, porém tão necessária. O que aconteceu naquela época nem deveria ter ocorrido e agora temos quase como o dever de entender e nos solidarizar, para que a memória de tantas pessoas que sofreram não seja em vão. Essas situações deploráveis não existiam somente em palco brasileiro, tanto é que o Sino da Saúde Mental foi feito "com o metal feito de correntes derretidas usado para conter pessoas com doenças mentais [...]"

O CFP (conselho federal de psicologia) mobiliza profissionais da área em prol da luta antimanicomial que é marcada pelo dia 18 de maio. A data surgiu em 1987 dando visibilidade ao movimento antimanicomial, adotando o lema "Por uma sociedade sem manicômios" e inaugurando uma nova trajetória da proposta de Reforma Psiquiátrica Brasileira. 


Voltando ao mês da saúde mental, a MHA este ano lançou a campanha "Risky Business" ou atividades de risco, a qual objetiva educar as pessoas sobre como hábitos e comportamentos arriscados podem aumentar a probabilidade de desenvolver algum tipo de doença mental ou que podem ser sinais de problemas da saúde mental em si. Essa fala é bem importante, falando por mim, estudante de psicologia, pois a quantidade de doenças que podem se potencializar com diversos fatores como vicio e abuso de recursos é notável e merece a nossa atenção.


Atividades como sexo compulsivo, uso de drogas e substanciais ilícitas, uso obsessivo da internet, gastos excessivos ou padrões de exercício desordenado podem ser um fator causal de comportamentos que podem perturbar a saúde mental de alguém e potencialmente levá-los por um caminho para a crise.


Um exemplo é a maconha que possui altas taxas de uso, sendo aproximadamente 16% em jovens de 12 à 17 anos onde 4% são afetados pelo uso e 47% em adultos acima dos 19 anos onde 1,5% são afetados, também. Os sintomas são de problemas de saúde mental como psicose (alucinações), ansiedade (ataques de pânico), depressão e distúrbios do sono, porém estes sintomas, geralmente, desaparecem após o efeito da droga desgastada, ou seja, mesmo após de parar é possível a recuperação da cognição quando ela ainda não fora atingida, visto que há uma queima de neurônios no uso da droga.

Espero que tenham curtido o post e que acessem tudo que eu deixei linkado por aí para que consigam entender ainda mais dessa campanha que merece o nosso esforço. Lembrem-se que maio não é o único mês que a saúde mental deve ser valorizada! 

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