Duas coisas que não são sinônimos: ter uma vida de universitária e ser quase uma psicóloga. Mas eu gosto de pensar assim, que está chegando ao fim.
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Minha vida de universitária não é nada diferente dos memes que eu insisto em compartilhar no twitter, bastante desespero no fim do semestre, tipos de esgotamentos que eu nem sabia que existiam até ser "adulta" - com meus 20 anos - e ficar uma semana com o olho tremendo. Não é brincadeira! Até hoje fico dando risada do "eu conto ou vocês contam?" dos calouros animados para entrar na faculdade desejada dos sonhos.
E tudo é ótimo, no começo. Depois de um tempo, parece que não é mais. Mas chega um certo momento, que apesar dos pesares, sentimos falta de tudo aquilo. Eu me identifiquei com a psicologia desde o ensino médio, eu quis muito, e consegui, com um esforço absurdo.
Até parece um conto de fadas, onde o ensino médio é todo o enredo da história e o "viveram felizes para sempre" é o pós-vestibular. Existe um trajeto de anos pela frente, e que vão ser páginas intensas da nossa história. Precisamos poder falar sobre isso, sem ser os memes do twitter de desespero - apesar de adorar eles!
A maior e mais importante bagagem da minha vida foram todas as transformações que aconteceram comigo nesses últimos três anos! Eu vivi momentos que derrubaram pensamentos de uma vida inteira, senti muitas emoções e aprendi que tudo bem, é assim mesmo, sejam elas positivas ou não. Mergulhei em um mundo tão humano, literalmente. Foram lições que não sei se aprenderia de outra forma.
É normal ter dúvidas, e nesse instante, faça uma pausa e olhe para dentro de si. Vá em frente, faça mais o que te faz feliz. Sou uma quase psicóloga com muitas dúvidas ainda, confio que vou encontrar respostas, porém também sei que elas vão gerar mais dúvidas. É o mecanismo da vida.
A vida humana, ah!
A vida, sobretudo, é poesia.
Inconscientes, nós a vivemos, dia a dia.
Passo a passo –
mas em sua intangível plenitude
ela vive e nos traduz em poesia.
Lou Andreas-Salomé
Bem, para essa quarentena, além de mais papos que teremos sobre estudos. Vou deixar a dica de duas séries massas para quem gosta de psicologia:
Freud - Netflix
Freud é uma nova série original da Netflix, lançada em março de 2020, inspirando-se na história do grande cientista do século XX, pai da psicanálise, que revolucionou a forma de vermos a mente humana. Mas, a série não é a biografia de Freud, e nem mesmo segue uma história da vida do psicanalista, ela se inspirou nos personagens e adicionou um pocado de suspense, onde Freud e Flér são ligados para desvendarem crimes em Viena do século passado.
Ainda assim, é uma ótima opção para quem curte psicologia.
Mindhunter - Netflix
Mindhunter também é uma série original Netflix, lançada em outubro de 2017, e que estreou sua 2° temporada na segunda metade do ano de 2019. É uma série que retrata agentes do FBI tentando mapear um perfil para serialkillers - e o mais interessante, é que é baseado em fatos reais! Eu sou apaixonada pelo agente Holden Ford, um dos protagonistas, junto com o Bill que também é um agente do FBi e a Dra. Carr, psicóloga.
Ambos trabalham no departamento de ciência comportamental do FBI, tentando através de entrevistas com assassinos em série, identificar um perfil a fim de prevê-lo em futuros casos. Um prato cheio de lições para psicólogos. Aliás, alguns dos serialkillers da série, são baseados em assassinos reais. É meio morbido essa parte, mas o foco é no trabalho do FBI e como os influência. Muito válido para uma maratona!
Ambas as séries merecem um post específico, de tanta referência psicológica que elas fazem, entretanto, ficamos somente com a minha sugestão para vocês.
Por aqui, finalizamos.
Este post faz parte do BEDA 2020
#FIQUEEMCASA









